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quinta-feira, 16 de outubro de 2008


TM Visualution



Uma reprodução de um trecho de uma conversa por MSN entre Daisuke (o sem nick) e eu, sobre TM Revolution:

diz:
é Vk
­ diz:
e eu nem sabia o-o
iori [ novo blog: rockshockbyiori.blogspot.com ] [ Rock Shock Waves, toda quarta, 21h, em radioblast.com.br ] diz:
Eu diria que não, é pop
­ diz:
mas é Vk lol
­ diz:
Gackt tb é pop, e é Vk
iori [ novo blog: rockshockbyiori.blogspot.com ] [ Rock Shock Waves, toda quarta, 21h, em radioblast.com.br ] diz:
Por que ele e´ considerado visual? Só porque se veste homossexualmente?
­ diz:

iori [ novo blog: rockshockbyiori.blogspot.com ] [ Rock Shock Waves, toda quarta, 21h, em radioblast.com.br ] diz:
Não, Gackt toca muito rock
­ diz:
Takaroni era da banda Luis~Mary
­ diz:
Vk tr00 old hahaha
­ diz:
Kaya é Vk
­ diz:
=\
iori [ novo blog: rockshockbyiori.blogspot.com ] [ Rock Shock Waves, toda quarta, 21h, em radioblast.com.br ] diz:
Luis~Mary é uma coisa. TM Revolution é outra
­ diz:
ele continuou na cena
­ diz:
Vk é uma cena cara
­ diz:
tem nada de musica não
iori [ novo blog: rockshockbyiori.blogspot.com ] [ Rock Shock Waves, toda quarta, 21h, em radioblast.com.br ] diz:
É uma zona mesmo né
iori [ novo blog: rockshockbyiori.blogspot.com ] [ Rock Shock Waves, toda quarta, 21h, em radioblast.com.br ] diz:
Vk é uma zona
­ diz:
é
­ diz:
é uma porra loka
­ diz:
basta querer entrar que vc ta dentro
­ diz:
exemplo maximo é Plastic Tree
­ diz:
toca indie rock, se evste como banda inglesa
­ diz:
e
­ diz:
é vk lol
iori [ novo blog: rockshockbyiori.blogspot.com ] [ Rock Shock Waves, toda quarta, 21h, em radioblast.com.br ] diz:
É
iori [ novo blog: rockshockbyiori.blogspot.com ] [ Rock Shock Waves, toda quarta, 21h, em radioblast.com.br ] diz:
Sou visual kei então, pronto, tou dentro
~

Aproveitando, já está disponível para download a última edição do Rock Shock Waves, transmitida ontem! Locução especial: 'Silvio'!

http://www.radioblast.com.br/arquivob/2008/10/rock-shock-waves-09-15102008

E agora 'temos' comunidade no Orkut! Acessem!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008


Entrevista no JaME: abingdon boys school e "Live Earth"


O JaME inglês acaba de publicar uma entrevista com abingdon boys school, aquela banda de rock do cantor Nishikawa Takanori (TM Revolution), umas das melhores coisas que já surgiu no rock pesado. Em um breve porém notório trecho, eles comentam sobre o "Live Earth":

JaME: No ano passado vocês tocaram no 'Live Earth', que é foi um evento para combater as mudanças climáticas. O evento ocorreu em vários lugares do mundo e foi amplamente promovido pela mídia internacional. Como foi para vocês tocar nesse evento?

Nishikawa: Honestamente, nos eventos internacionais como os de Londres ou dos EUA seus conceitos eram claros e a consciência do público era alta, então o evento foi bem mesmo que o tema fosse difícil sobre ecologia e o meio-ambiente da Terra. Contudo, o evento no Japão foi como qualquer outro evento musical.

Kishi
(tecladista): Sim. Foi só como músicos fazendo o que sabem em cima do palco um após o outro.

Japonês é que nem brasileiro, gosta de malhar o próprio país? Lembro-me de que, na época, logo depois do "Live Earth" acabar, saiu em algum jornal uma crítica de que, nos países em geral, os shows em si chamaram mais atenção do que a causa ambiental. Imagino eu, especialmente em casos como a temporária, histórica e agora irrecuperável reunião dos membros da formação consagrada do Pink Floyd.

Isso me lembra de toda a papagaiada sobre "rock ter atitude", "tal estilo de rock ter uma causa/filosofia", baboseiras desse tipo. Tudo papagaiada, óbvio. Ou é delírio adolescente, ou tática pra atrair público e aumentar vendas, mas de qualquer maneira, pura ladainha. O clima continua fodido, mas o Pink Floyd vendeu alguns milhões de discos depois daquele show no "Live Earth", por exemplo.

Felizmente, o mercado musical japonês parece imune a esse mal. Salvo uma banda ou outra -- incluindo algumas que acham que visual kei é a filosofia de vida definitiva, fruto do clímax das expressões artística e científica, o cume da produção cultural humana -- as bandas de lá parecem, no geral, defender a filosofia que considero a mais nobre no mundo da música: fazer um trabalho legal.

abingdon boys school no CD Japan

sexta-feira, 19 de setembro de 2008


VAMPS - LOVE ADDICT


HYDE (vocal, guitarra -- L'Arc~en~Ciel) + KAZ (guitarra -- oblivion dust, ex-hide with Spread Beaver). Single, julho de 2008.

Não sei porque HYDE resolveu iniciar este novo projeto em vez de continuar com seu trabalho solo (do qual participa KAZ como produtor e também guitarrista de apoio, se não me engano). O som do VAMPS não é tão diferente do que ele tem feito sozinho, ou seja, altamente ocidentalizado.

"LOVE ADDICT" é uma música de riff minimalista e repetitivo. Melodia demasiadamente simplória. Sem sal, típico do rock ocidental. O lado-b, "TIME GOES BY", é uma música mais calma no mesmo estilo.

Além de vender por isto que vê-se na foto...

... eu diria que HYDE solo e VAMPS só chamam atenção por causa do HYDE (sua figura na indústria musical japonesa). E o HYDE é o hyde do Sr. L'Arc~en~Ciel. Puta publicidade e historicidade. Daí vende. O oblivion dust, por exemplo, é uma banda japa de som ocidentalizado e cheio de letras em inglês, assim como o FAKE?, projeto de Ken Lloyd (do oblivion dust) com INORAN (ex-LUNA SEA). Ambas estas bandas nunca tiveram tanta mídia quanto o que faz o suprasumo HYDE. Eu diria que o sucesso de seus projetos fora do L'Arc são uma questão de marca. Um McDonald's musical.

Nota: 2,0/5,0 ~ Quem quer comer um HYDE com dois hamburgueres, alface... 8D

"LOVE ADDICT" no CD Japan

E não perda, dentro em muito breve: Uma resenha de "NOBLE", o primeiro álbum do Versailles, comentários de suas ações promocionais recentes e, mais adiante, o início de uma série especial sobre os dez álbuns de rock mais vendidos do Japão!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008


L'Arc~en~Ciel - o segredo do sucesso




Artistas musicais em geral vêm e vão. Em nenhum lugar esse fato é tão cruel quanto no mercado japonês. Mas alguns se mantém por anos a fio. Completam dez, quinze, vinte anos de carreira ou mais. O L'Arc~en~Ciel é uma banda assim e figura entre as primeiras posições do ranking de predileção dos ocidentais fãs de música japonesa. E é por isso que tou começando o blog falando sobre eles! Só que o foco deste artigo não é o L'Arc e o mercado ocidental, mas sim o L'Arc e o mercado japonês e como eles permaneceram bem na fita.

A história, você provavelmente já conhece, nem que seja por cima: quatro caras se juntam em 1991, lançam o primeiro álbum indie em 1993 num estilo bem visual kei, debutam em 1994, vão desenvolvendo seu próprio estilo de pop rock, enchem animes com músicas deles, vão ficando bem famosos, trocam de batera em 1997 porque o antigo teve problemas com drogas, chegam ao auge em 1999, fizem o primeiro show transmitido ao vivo via celular do mundo em 2000, dão um tempo em 2001, voltam em 2003, começam a investir mais frequentemente em mercados internacionais em 2004 e estão aí até hoje. hyde (vo), ken (gu), tetsu (bai) e yukihiro (bat) são os tipos de caras que "todo mundo" no Japão conhece. O L'Arc faz parte da nata da música japonesa. E, embora seus últimos álbuns não tenham vendido nem metade dos mais de 2 milhões de "ark" ou dos mais de 2 milhões de "ray" (lançados simultaneamente em 1999), o grupo continua firme e forte. Mas o que deve ter levado a banda a isso?

Não seja um fã ingênuo achando que é a música ou "a genialidade" deles... er... De fato, "chegar lá", ou seja, ficar bem famoso e chegar ao auge -- como eles fizeram em 1999 -- não depende apenas de marketing, mas também de um trabalho muito bem feito. Como toda banda que atinge esse patamar, hoje em dia, anos depois, eles não têm a mesma força. Só que eu diria que eles têm mais destaque no mercado atualmente do que outras bandas famosas mais ou menos de sua geração.

Como mencionado acima, em 2001 os caras entraram em hiato. Desenvolveram projetos paralelos com bandas ou carreiras solo. Eu imagino que -- talvez -- o plano fosse cada um tentar ganhar mais dinheiro individualmente do que em grupo (ou pelo menos o plano do hyde...). Mas parece que isso não deu tão certo. Como já dei a entender, tenho a impressão de que o pessoal do L'Arc é um tanto quanto individualista. Ainda assim, eles não terminam a banda. Em 2003, eles voltaram do hiato porque, suponho eu, chegaram à conclusão de que cada um dos quatro leva mais dinheiro pra si mesmo na banda do que sozinho. hyde pode ser "O hyde", perigote das mulheres, mas o nome "L'Arc~en~Ciel" é bem mais forte.

Só que eu também imagino que em vez disso tudo ser apenas algo que eles tentaram e não deu certo, eles teriam tirado algo de proveitoso disso sem querer. Eu diria que o hiato no qual o grupo entrou agora serve para duas coisas:

1) Dar um tempo pra eles não ficarem de saco cheio da banda e até mesmo um do outro
2) Não saturar a imagem do grupo na mídia, ao mesmo tempo em que eles continuam aparecendo e chamando atenção

E o segundo ponto é o "L" da questão. Todo mundo que acompanha música há algum tempo (não precisa ser muito) sabe que uma das mais conhecidas causas para o insucesso de um artista é a super-exposição na mídia. Só que se você ficar muito tempo longe dela, você acaba, naturalmente, sendo esquecido. Esta regra é ainda mais cruel no Japão, onde o pessoal se apega muito a novidades. No Ocidente, um artista famosão pode ficar sem lançar nada novo durante uns dois anos sem grandes consequencias. Ou seja, dois anos depois da última novidade, ele pode lançar seu novo disco sem grandes prejuízos. No Japão, passar dois anos sem lançar um álbum novo pode trazer um preju considerável até mesmo pra um artista muito bem conhecido, especialmente se ele não é dos mais consagrados ainda. Porém, quando o L'Arc~en~Ciel entra em hiato, seus membros se concentram em suas carreiras solo ou outras bandas e por isso continuam aparecendo bem. Quando o L'Arc resolve voltar, tá todo mundo com saudade e ninguém se esqueceu deles. É claro, vários outros músicos de outros grupos também desenvolvem carreiras solo ou bandas paralelas à banda principal. Só que pelo L'Arc ser bem famoso e por todos os membros fazerem isso com uma boa visibilidade, a coisa provavelmente acaba funcionando melhor pra eles.

De novo, com certeza esta não é a única razão pro L'Arc se manter bem no Japão e na Ásia mesmo depois de mais de 15 anos desde sua formação. Mas achei um ponto interessante a ser observado. Quem sabe não é uma boa dica pra você, futuro músico brasileiro famoso! =D Como será que uma estratégia dessas deve funcionar no Brasil?

Agora, pra não perder o costume, vamos dar uma olhada no último lançamento dos caras...

Resenha ~ lançamento

L'Arc~en~Ciel - NEXUS 4 / SHINE
single, 27/08/2008

"NEXUS 4" é uma musiquinha bonitinha. Simples, sem muito segredo, sem nada demais, só divertida. O samplerzinho de fundo dá um charme. De resto, a banda basicamente faz o que sabe e manda bem. "NEXUS 4" tem uma vantagem que "SHINE" não tem, não é uma música que soa como várias outras que o L'Arc já lançou ao longo dos anos. O segundo lado-a do single -- já há algum tempo tema de um comercial dum carro da Subaru* -- parece seguir uma fórmula meio estilo "DIVE TO BLUE". É bem feita, mas se você ouvir dois segundos da música, mesmo sem o hyde cantando, já mata qual é a banda. Não é o single mais impressionante que alguém poderia lançar. Mas cê sabe como é né... os caras tão entrando em mais um hiato e, apesar das carreiras solo e tal, a mina de ouro é a banda.

3,5 [Contas luxuosas não se pagam sozinhas!]

* = Nada a ver, o tema do comercial é "MY HEART DRAWS A DREAM". Foi mal o furo e obrigado à Nana pela dica!