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segunda-feira, 20 de outubro de 2008


Guitarristas fodas


É, eu deveri criar vergonha na cara e terminar o que começo (especial DIR EN GREY), cumprir o que prometo (especial top 10 álbuns de rock da Oricon de todos os tempos), mas resolvi blogar sobre guitarristas que admiro. Adiante...

Nome: Tomoyasu Hotei
Tempo de profissão: cerca de 30 anos
Artista solo
Ex-bandas: BLUE FILM, BOØWY, COMPLEX
Fatos fodas:
* Puta compositor
* Toca bem pra caramba
* Puta presença de palco, transborda confiança
* Compôs "Battle Without Honor or Humanity", tema dos filmes "Kill Boll Vol. 1" e "Transformers", do seriado "My Name is Earl", do programa esportivo da ESPN estadunidense "Colin Cowhed", entre outros
* Foi expulso do colégio
* Atua
* É admirado por SUGIZO
* Lançou 15 álbuns solo em 19 anos
* Aparece tanto com trabalho solo quanto com disco do BOØWY na lista da Oricon dos álbuns mais vendidos da história do Japão


Tomoyasu Hotei - Russian Roulette

Além de tudo, o clipe é bacana!


Nome: SUGIZO
Tempo de profissão: cerca de 20 anos
Artista solo
Banda: S.K.I.N. (SE eles ainda fizerem alguma coisa)
Ex-bandas: PINNOCHIO, LUNA SEA, The FLARE, SUGIZO & THE SPANK YOUR JUICE, SHAG, S.T.K.
Fatos fodas:
* É o maior guitarrista posista
* Além de tocar muito bem, suas linhas passam um sentimento e atmosfera inconfundíveis
* Usa um timbre único (o que é parecido é porque o copia)
* Tocou com o X JAPAN em três shows em março/08 e novamente em maio/08 no festival "hide memorial day"
* Toca também violino


LUNA SEA - ROSIER


Nome: HIRO
Tempo de profissão: cerca de 15 anos
Banda: Libraian
Ex-bandas: STRIPPE-D LADY, La'cryma Christi
Fatos fodas:
* Toca muito bem
* Puta arranjador, inventa linhas criativas e complexas
* Aparece em um DVD de guitarristas lançado pela FOOL'S MATE há alguns anos, com demonstrações e análises técnicas das canções dos músicos, estilo vídeo-aula



La'cryma Christi - GROOVE WEAPON


Nome: HISASHI
Tempo de profissão: cerca de 20 anos
Banda: GLAY
Ex-bandas: Ari, Rally
Fatos fodas:
* Toca bastante bem
* Faz arranjos muito bem bolados
* Funciona como ninguém numa dobradinha HISASHI/TAKURO
* Muito carismático
* Toca (e muito) sem usar o dedinho da mão esquerda








GLAY - BELOVED


Só coisa boa e altamente recomendável =)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008


Resenhas INORAN: o novo e o não tão novo com velhos


Analisando as últimas do INORAN, ex-guitarra do LUNA SEA e atual guitarra do Tourbillon e solo!

apocalypse
09/2008

Basicamente, temos aqui um estilo um tanto quanto ocidentalizado, agitado, "alternativesco", com uma penca de efeitos frequentemente usados como bastante reverb e delay, scrachs, efeitos eletrônicos DJ-zísticos e vozes, etc. É até interessante, bem produzido... Os arranjos são bons também. E INORAN está definitivamente cantando melhor do que em alguns trabalhos anteriores. O grande problema é que ele parece o Kiyoharu, ao menos neste disco: desenvolve um estilo com certa autenticidade, com um quê alternativo, o que é bom até o momento em que esse estilo é desgastando pelo próprio artista.

A primeira metade de "apocalypse" chega a ser enjoativa. Na segunda, encontramos exceções como "Hydrangea" -- faixa pouco empolgante que parece misturar música medieval com batida de "R&B de MTV" -- e "9th", um pop rock agradável. E talvez, se você não for tão exigente, "SENNEKA" e "Regret", versões mais acústicas da sonoridade-chave do disco.

Nota: 2,5/5,0 ~ Este post não é tão pessimista! Continue lendo! =D

[Compre "apocalypse" no CD Japan!]

~

THE BEST
01/2008

INORAN aproveitou o tremendo bafafá do show do LUNA SEA no ano passado para lançar esta coletânea, sua primeira. Cara esperto.

Uma característica: as músicas, no geral, não são tão agitadas quanto em "apocalypse".

Uma vantagem: há mais versatilidade sonora. Mas isso não é esperado de uma coletânea que abrange quatro álbuns de estúdio? Sim, mas vou esmiuçar adiante =)

Uma desvantagem: a capacidade vocal de INORAN não é tão boa quanto no último álbum.

É uma coletânea divertida de se ouvir. Faixas como "Spirit" e "Felicidad" são bonitas, cheias de efeitos e te deixam num ambiente viajante. Baladas belas e cativantes como "Walk along", "Toki no Iro" e "Come closer" também estão presentes, transparecendo musicalidade provavelmente remanescente dos tempos de LUNA SEA, mas sem deixar de demonstrar uma certa inoranidade (essa foi foda...). Há também momentos de maior obscuridade e mistério em "Can you hear it?" e "Sou", bem como momentos mais ocidentalizados 'alternativescos' em "raize" e "identity", que poderia ser uma música do FAKE? (isto é uma afirmação, o nome da banda é assim mesmo, com interrogação no fim =p).

É um disco agradável de se ouvir. E sim, espera-se sempre maior variação sonora em uma coletânea do que em um álbum de estúdio de alguém. Mas entre as faixas de "THE BEST", é fácil observar elementos em comum. A variação está lá, mas a unidade é muito grande, tudo pode ser facilmente visto como um único estilo. Algo sempre muito mais interessante do que a repetitividade de "apocalypse".

Pode parecer meio óbvio, mas talvez seja mais como a confirmação de uma "verdade universal": se você vai começar a ouvir INORAN solo, comece por "THE BEST".

Nota: 4,0/5,0 ~ Só senti falta de "not a serious wound" e seu baixo magnífico!

[Compre "THE BEST" no CD Japan!]

~

Agora, observem essa carinha:


Vocês conseguem imaginar este ser humano usando um ~BIGODE~??? Então, assista o clipe a seguir (quase não acreditei):

Determine


terça-feira, 30 de setembro de 2008


Retrospectiva DIR EN GREY: parte 1 ~ GAUZE


O álbum novo do DIR EN GREY, "UROBOROS", está chegando aí. Então, resolvi falar um pouco sobre os álbuns anteriores a título de retrospectiva. É aquele velho papo de professor: pra entender o presente, temos que entender o passado. Álbum a álbum, vamos dar uma olhada na tragetória do quinteto de Kansai. Se fôssemos falar do BUCK-TICK, isso seria loooooooooooooongo, mas como é o DIR e estamos em 2008, vai ser de boa!

GAUZE
1999
cor
drama
aprox. 65 min.

Alguns consideram "GAUZE" a obra-prima da banda. Eu não gosto tanto dele, porque o conheci junto com os dois álbuns seguintes, que acho bem mais artisticamente pertinentes. Mas isso é assunto para adiante...

Quando o DIR EN GREY começou em 1997, musicalmente eles eram praticamente mais uma banda pós-Kuroyume (durante seu primeiro mês de vida, o DIR se chamava DEATH MASK, em alusão a uma música do Kuroyume). Quem os visse na época poderia pensar que eles eram só mais uma bandeca visual à toa. Só que, em 1998, eles venderam o segundo single, "-I'll-", tremendamente bem para uma bandeca, conseguindo aparecer em 7º lugar no ranking semanal da Oricon. Um feito raro até mesmo para os padrões atuais. O resultado foi um contrato major com a EAST WEST JAPAN, do grupo Warner. Curiosamente, cinco singles depois, eles lançaram o álbum "GAUZE" pelo selo independente FREE-WILL, onde permanecem como banda major (leia-se: "galinha dos ovos de ouro") até hoje.

DIR EN GREY, na época que se escrevia "Dir en grey"

O maior sucesso comercial do grupo foi co-produzido por YOSHIKI. Ao que parece, pelos créditos do encarte do disco, o cinco singles (metade do álbum) passaram pelas mãos do produtor, empreendedor e ditador YOSHIKI. A orquestrinha no arranjo de "Cage" não deixa dúvidas disto.

Aliás, "Cage" e outro single, "YOKAN", são duas das faixas mais prestigiadas de "GAUZE". Injustamente, eu diria. O álbum tem trabalhos mais impressivos. "raison dentre" e seu título escrito num francês semi-analfabeto dá um ar novo à musicalidade visual kei com seu toque eletrônico, a despeito do início de carreira do DIE IN CRIES. "mazohyst of decadence", embora não seja a coisa mais criativa do mundo (vide adiante), procura trabalhar com uma estrutura mais intensa, algo não muito comum no movimento. Assim como a dramática "304 GOUSHITSU, HAKUSHI NO SAKURA", "Schwein NO ISU" tem uma melodia cativante, só que trabalha com a agressividade (e de uma maneira muito bem dosada).

Shinya disse em uma entrevista que a gaze ("gauze", em inglês) era algo bonito que cobria algo feio (uma ferida). Anos mais tarde, a simbologia do nome do álbum nunca pareceu tão clara.

O mais interessante de "GAUZE" é que ele é um grande resumo do que aconteceu no visual kei até 1999. Em sua variedade, o disco não chega a mostrar tudo, mas apresenta boa parte do que havia sido desenvolvido musical e até visualmente no movimento até então. Bom... no fundo, acho que o DIR EN GREY era mais uma mistura de Kuroyume e LUNA SEA, com um maior apelo visual (o que viria a mudar). Observe o infográfico comparativo abaixo:

Clique para ampliar =)

Só que eu diria que logo em "MACABRE" (2000) eles já conseguiram desenvolver sonoridades mais originais (mais sobre isso na próxima parte do especial).

Falando em apelo visual, o do DIR era especial. Não façam piadinhas sexuais, mas todos os integrantes eram bonitos. E nessa época específica, era como se cada um tinha uma cor de cabelo determinada que o identificasse. Die: vermelho; Kaoru: rosa/roxo; Toshiya: azul; Shinya: castanho... Kyo estava com o dele tingido de vermelho/vinho, mas logo consagrou-se com o loiro intenso. As indumentárias ainda contavam com algo a mais... ou melhor, a menos. Um pouco menos de tecido. Mostravam um pouco mais o corpo dos integrantes em comparação com as roupas normalmente usadas por bandas visuais noventistas:

Não dá pra ver, mas Shinya está de saia e Kaoru ainda tinha a "opção" sem a blusa transparente por cima, revelando um tipo de "tomara que caia".

É um visual muito bem feito, na verdade. E na época tinha um impacto forte, ainda, creio. No Ocidente, certamente tinha.

Não obstante, DIR EN GREY investia ainda mais no visual via outro meio: o videoclipe. Todas as faixas de "GAUZE" ganharam um clipe num VHS/DVD. É certo que a maioria desses clipes seguiam o padrão visual kei: pouca criatividade, sendo o grande chamariz o próprio visual da banda. Mas chamar creio que a atenção para seu visual tenha sido justamente o propósito da coisa.

Apesar de tudo isso, o DIR EN GREY tomou rumos diferentes. Em vez do sucesso certo de músicas manjadas e aparência multicoloridamente (?!?!) apelativa, a banda, aos poucos, louvadamente seguiu caminhos mais ousado. É o que veremos em breve, nas resenhas dos álbuns seguintes.

GAUZE*

01. GAUZE -mode of adam-
02. Schwein NO ISU
03. YURAMEKI
04. raison dentre
05. 304 GOUSHITSU, HAKUSHI NO SAKURA
06. Cage
07. TSUMI TO BATSU
08. mazohyst of decadence
09. YOKAN
10. MASK
11. ZAN
12. AKURO NO OKA
13. GAUZE -mode of eve-

* = Romanizações/grafias de acordo com as fornecidas no site oficial em 2007 (atualmente não se encontra), a despeito do que pode ser encontrado no link fornecido.

Nota: 3,5/5,0

COMPRE!

PS: Pra quem mexe com música... Acabo de achar uma tradução para o inglês de um artigo do livro de partituras do "GAUZE". Você sabia que Kaoru alugou duas Les Pauls e uma Jaguar para gravar algumas músicas como "Schwein NO ISU"?

quinta-feira, 18 de setembro de 2008


DIR EN GREY - GLASS SKIN


Então, depois de um bom tempo, DIR EN GREY resolveu fazer algo audível, que não fosse um monte de barulho copiado de bandas ocidentais. A solução encontrada foi voltar a copiar o LUNA SEA. Sim, é tão evidente que acho surpreendente que as pessoas não tenham comentado de monte. Talvez seja porque os fãs mais antigos – tipo da minha época – realmente se afastaram de vez, não sendo um single que vai trazê-los de volta, e os fãs atuais sejam um tanto quanto novos demais no meio j-rock pra conhecer LUNA SEA (o que, mesmo assim, é estranho em vista do quanto o LUNA tem aparecido recentemente).

Enfim, por que, afinal “GLASS SKIN” soa tão LUNA SEA? As guitarrinhas não enganam. Aquela que fica “solando” na maior parte da música tem um timbre e estilo tipicamente sugizianos. A exemplo de inspirações óbvias ao DIR pra tal temos as introduções de “LOVELESS” (do álbum “MOTHER”, de 1994) e “END OF SORROW” (STYLE, 1996). São dois clássicos que demonstram uma das marcas registradas do LUNA, a guitarra de SUGIZO. A outra guitarra de “GLASS SKIN” passa também boa parte da faixa tocando uma linha com um delay caprichado, outro elemento usado com certa frequência na obra do LUNA SEA. E o exemplo: “IN SILENCE” (STYLE, 1996). Por fim, dado todo este contexto, os murmúrios de Kyo no meio da canção não podem deixar de me lembrar os do baixista J em “FOREVER & EVER” (STYLE, 1996). O terço que Kyo segura nesse momento durante o videoclipe reforça ainda mais minha associação. Pra quem não sabe, J é católico e encheu os trabalhos do LUNA SEA com referências cristãs.

O DIR costumava fazer muito isso. Três de seus primeiros trabalhos, o mini-álbum “MISSA” e os álbuns “GAUZE” e “MACABRE” têm influências claras (e umas copiadelas) não apenas de LUNA SEA, mas também de Kuroyume, dois dos mais influentes nomes do visual kei. Feitas as acusações, fico devendo um artigo demonstrando mais detalhadamente as semelhanças.

Voltando à resenha, “GLASS SKIN” não é a música mais cativante que o DIR EN GREY já fez. Acho até estranho que ela tenha sido lançada em single. Porém, o simples fato dela não conter berros e riffs nu metal já chama bastante atenção. O grupo vai até aparecer no programa Music Japan, da NHK! Quem diria! Acho que eles nem sequer lembravam que existiam programas assim. Só que, mesmo em programas assim, o vocal é ao vivo. Então, além de passar vergonha em shows (ou não, os fãs não parecem ligar muito pra isso), Kyo vai deixar bem claro em rede nacional que é incapaz de cantar direito as melodias que grava. “GLASS SKIN” ao vivo vai ser mais um bom exemplo disso, devido a suas notas muito agudas.

A volta do apelo visual, só que de outra forma (Kyo). E não posso deixar de pensar que Toshiya emprestou seu xampu pro Shinya (vide aqui).

Temos então uma nova versão de “undecided”, originalmente lançada no álbum “KISOU” (2002). Dentro do conceito de acalmar os ânimos do single, a banda fez um arranjo mais leve para a música, todo com violões. Ficou bem agradável. Fazia tempo que o DIR não acertava com regravações assim, principalmente depois de cagar em cima de HYDRA (MACABRE, 2000) com a amplamente infeliz “HYDRA -666-” (single “DOZING GREEN”, 2007), um amontoado de berros sem sentido e sem sequer semelhanças com a música original.

A próxima faixa não é uma música, é uma piada. E estou falando sério. Uma série de notas a olho no piano e Kyo berrando em cima... Se o DIR EN GREY acha que essa “AGITATED SCREAMS OF MAGGOTS -UNPLUGGED-” é uma música séria ou qualquer coisa além de um sarro, eles são completos retardados mentais. Eu falo assim porque não é de se duvidar, mas enfim...

O single termina com uma versão ao vivo de “RYOUJOKU NO AME”, mais uma oportunidade para reforçar que Kyo não sabe mais cantar ao vivo. Desafina, perde o fôlego... lamentável, principalmente quando comparado ao Kyo de 2004, no auge de sua performance vocal, cantando melodias difíceis, agudas, direitinho, dando seus eventuais grunhidos, gritos e outros tipos de sons estranhos em momentos bem escolhidos e de forma apropriadamente moderada. Ah... os tempos em que DIR EN GREY era uma boa banda... Algo me diz que “UROBOROS” nenhum vai trazer aqueles caras de volta...

Pra terminar, uma suspeita pessoal: eu diria que o DIR EN GREY está abandonando/abandonou seu recente estilo “metalzão com berreiros” porque ele simplesmente não deu certo. Apesar deles não terem ido mal nos EUA com “THE MARROW OF A BONE”, de 2007, (que, aparentemente vendeu mais do que o “Withering to death.”, de 2005, lá), o mercado principal deles ainda é o japonês. Aí, é só conferir seu próprio ranking de álbuns, segundo a Oricon:

1. GAUZE (1999)
2. MACABRE (2000)
3. KISOU (2002)
4. Withering to death. (2005)
5. VULGAR (2003)
6. six Ugly (2002, mini-álbum)
7. DECADE 1998 – 2002 (2007, coletânea)
8. DECADE 2003 – 2007 (2007, coletânea)
9. KAI (2001, remixes)
10. THE MARROW OF A BONE (2007)
11. MISSA (1997, mini-álbum independente)

Pois é, TMOAB só não vendeu menos do que o mini-álbum independente. E pra se ter uma idéia um pouco mais profunda de como o DIR tá mal das pernas, geralmente, quando uma banda lança uma coletânea de 10 anos de carreira, é de se esperar que seja um dos lançamentos mais vendidos da carreira do grupo. Mas como eu já disse, parece que os fãs antigos já não têm mais esperanças para o DIR e caíram no desgosto com relação ao quinteto mesmo. Um álbum original vender menos do que um de remixes chato é dose.

Nota: 2,5/5,0 ~ E a capa mantém o padrão horrível das capas de uns singles dos anos recentes

"GLASS SKIN" no CD Japan

E a seguir, não "perda", resenhas de Versailles e VAMPS!